Trocando os pés pelas mãos

17 set

Por Bruno Zanette.

Iguaçuense é apaixonado por futsal. Gosta de futebol também, claro. Afinal de contas, ainda estamos no Brasil (apesar de Foz do Iguaçu fazer fronteira com outros dois países, como o Paraguai e Argentina). Mas, não há outro esporte que atrai tanto a população do que aquele jogado em quadra com a bola pesada e cinco jogadores de cada lado.

Ou melhor, não havia.

Aos poucos, uma nova modalidade bastante popular nos Estados Unidos, começa a se destacar na região de tríplice fronteira. Trata-se do futebol americano.

Fundado em 2008 por um grupo de amigos apaixonados por este esporte ainda pouco conhecido da maioria da população, o Foz Black Sharks (Tubarões Negros) vem sendo o grande destaque esportivo em 2010.

Logo no primeiro ano de fundação, disputou o Paranaense da categoria, terminando na terceira posição. No ano seguinte, foi ainda mais longe, chegando à final e perdendo o título para o Barigui Crocodiles e ganhando respeito estadual.

Agora, o Black Sharks almeja ser reconhecido também nacionalmente. Para isso, está participando da Liga Brasileira de Futebol Americano. E nos três primeiros jogos do primeiro turno pela Divisão Branca, conquistou três vitórias.

Começou surpreendendo o Curitiba Brown Spiders, vencendo lá na capital paranaense por 15 a 13. Depois, mais surpreendente ainda foi a vitória, em casa, sobre o atual campeão paulista e vice brasileiro, São Paulo Storm. Não desmerecendo o Foz Black Sharks, longe disso. O time é bom e já provou de sua capacidade. Mas, convenhamos que, por ser tão novo, ninguém poderia esperar jogando de igual para igual com grandes forças do país e que já estão há mais tempo na “estrada”, de maneira tão rápida.

Na última rodada do primeiro turno, ainda derrotou o Brusque Admirals. Agora, começará o segundo turno, onde o Foz jogará duas partidas em casa, e uma fora. O time manda seus jogos no Estádio Pedro Basso, na Vila Yolanda. A arquibancada é modesta, cabe pouco mais de 400 pessoas, no máximo. E sempre lota. Agora, passará a jogar no ABC, um estádio maior. Chance de aumentar a renda com ingressos, que não são caros e ajudam o time, ainda não profissional, nas despesas com viagens.

E como os outros esportes coletivos decepcionaram este ano, o Foz Black Sharks virou esperança de bons resultados. Não à toa, os iguaçuenses estão trocando os pés pelas mãos.

Bruno Zanette é estudante do último período de Jornalismo, autor do blog MZ Esporte (http://mzesporte.blogspot.com) .

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